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A CRôNICA DE GRACILIANO RAMOS IBD

DIALéTICA
10 / 2020
9786558770794
Portugués

Sinopsis

As crônicas publicadas por Graciliano Ramos e reunidas postumamente em dois livros Linhas tortas e Viventes das Alagoas sao a viga mestra de investigaçao deste livro. Empreende-se uma abordagem sucinta da crônica enquanto gênero literário, analisa-se também como o escritor alagoano se apropriou do gênero como laboratório literário em dois momentos distintos, primeiro no Rio de Janeiro e depois em Palmeira dos Indios, Alagoas. O livro enfoca a terceira investida do autor no gênero, novamente no Rio de Janeiro, quando as crônicas nao sao mais meio de experimentaçao literária e sim meio de sobrevivência, espaço de reflexao literária e divulgaçao do pensamento crítico-estético do cronista. No livro, elas nao aparecem esquadrinhadas em separado, mas sao utilizadas ao longo das discussoes. Em Viventes das Alagoas aparecem os textos produzidos para a revista Cultura Política, publicaçao subordinada ao Departamento de Imprensa e Propaganda da ditadura varguista. Averigua-se essa agência e seu papel, além de perquirir as circunstâncias que levaram Graciliano Ramos a colaborar por quatro anos em um Aparelho Ideológico do Estado, regime que o encarcerou. O livro esquadrinha o período em que Graciliano colaborou na referida revista e analisa as crônicas editadas por ela. Essa crônicas, segundo alguns estudiosos, foram escritas motivado apenas pelas carências econômicas do escritor, outros levantam a suspeiçao de que esse conjunto de textos abraça o projeto cultural e político getulista. O autor do livro empreende um estudo acerca da entrada do escritor para a revista, que era um Aparelho Ideológico do Estado Novo, o papel dela no projeto cultural estado-novista e analisa pormenorizadamente as crônicas publicadas na Cultura Política com o objetivo de responder como esse conjunto de textos, prenhes de ironias e tons acrimoniosos, respondeu ao estado de exceçao, suas estruturas coercitivas e ao projeto nacionalista gestado e propagandeado por essa revista. O narrador da Cultura Política se alinha ao projeto cultural estado-novista ou se pela contraversao, se serve do uso precioso da palavra, da ironia sublinear, para minar as posiçoes culturais e ideológicas da revista? 10